Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014

Reality Check

De volta à escola. Quase com a sensação de Highway to hell, mas em mau.

Este ano deveria ser um ano de sonho. 3 das minhas 5 turmas (acho que nunca tive tão poucas nesta escola), são 9ºs anos, a trabalharem comigo pelo 5º ano consecutivo. Começaram no 5º. Estão a trabalhar espetacularmente. Estou de facto a dar aulas e a constatar aprendizagens o que, confesso é tão raro em termos globais que quase me esqueço.

No entanto, confesso que, caso hj tivesse que ir dar aulas acho que faltaria por não me sentir com força para passar do portão para dentro. Estou naqueles dias de: se não os podes vencer, junta-te a eles.

Este ano a minha escola foi tomada de assalto por uma turma de 5º ano de pequenos marginais de 11/12 e 13 anos. Tê-los dentro de uma sala é quase impossível, levá-los para o gabinete de apoio ao aluno quando recebem ordem de saída da sala de aula tb é quase impossível porque fogem e não acatam as ordens, ameaçando físicamente os funcionários responsáveis pelo seu acompanhamento. Em tempo de aulas deambulam pela escola ofendendo todos os que se lhes atravessam no seu caminho e fogem de elementos da direção, obrigando-os a correr atrás deles, rindo e gozando com a situação. 

Outra das minhas turmas é um curso PIEF (Plano Integrado de Formação e Educação). Basicamente, alunos que não querem a escola para nada mas a quem ser quer arranjar uma forma de atribuir o diploma de 9º ano a todo o custo (mesmo que o custo seja a ausência de vontade dos próprios).

Depois de muita insistência por parte dos professores da turma, as aulas (desta turma) foram finalmente suspensas. Pelo meio, ameaças e injúrias a professores da turma, 2 carros totalmente vandalizados um deles por 2 vezes e com 2 insultos gigantes, riscados na pintura do carro, sala totalmente vandalizada por mais do que 1 vez, objetos atirados a professores. A polícia é chamada mas não pode fazer nada. A proteção de menores diz que os "meninos" que ainda estão dentro da escolaridade obrigatória (18 anos) têm que manter-se na escola, mesmo que os "meninos" sejam marginais de 17 anos e meio, com cadastro. A polícia quando é chamada à escola, aparece horas depois, mostrando a sua total ineficácia e nem sequer apontando os nomes dos alunos em causa. 

Alguns alunos apresentam nas aulas, claros sinais de consumo de estupefacientes, tornando o seu comportamento ainda mais imprevisível, agressivo e perigoso. Mas não podemos falar sobre isto porque não temos provas que eles tenham consumido de facto. A não ser que eu consuma com eles, ou lhes faça análises ao sangue ou à urina é impossível ter a certeza.

No meio disto tudo está um grupo de pessoas a quem foi atriubuída a tarefa de ensinar "coisas" a esta turma e que precisa de o fazer para que, no final do mês receba o seu, cada vez mais miserável ordenado, e conseguir pagar as contas todas em casa. E o ordenado é cada vez mais miserável porque, uma parte cada vez maior é retirada para poder dar conta de toda a despesa do Estado sendo uma fatia substancial deste dinheiro destinada a ajudar estas pobres famílias carenciadas, que vivem nos bairros sociais construídos e mantidos também com esse dinheiro. Ahhh tb serve para comprar os livros a muitos destes vagabundos e vagabundas.

Ontem adormeci a chorar. Hoje acordei às 6 da manhã e já não consegui dormir.

Na 3ª feira, decidi dar uma aula enquanto uns badamecos meia lecas que por ali andavam me chamavam de puta*. Ontem tive vontade de passar por cima de um deles com a mota mas travei no último instante. 

Abençoada interrupção letiva do Natal. Era isso ou um atestado por incapacidade.

Continuem a julgar todos os funcionários públicos / professores pela mesma medida. Como em todas as generalizações... aparenta justiça.

O pior de tudo é chegar a casa, e não ter um pingo de força, energia e paciência para quem mais amo. Não ter a capacidade de sorrir e explodir à mais pequenina contrariedade. Que vida é esta?? 

* A decisão de continuar a aula foi consciente e pensando nos MEUS alunos que. caso eu não realizasse aquela aula, ficariam sem avaliação no teste de condição física e seríam prejudicados por meia dúzia de vermes que por ali andavam. 

Estrunfina às 08:30
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Aldeia dos Estrunfes

O Divino em MIM

 

A MINHA FILHA.  O calor do sol a keimar o corpo num dia de praia. Um mergulho de mar ao luar.  Os sorrisos.  Morangoska granizada. Akela música, no momento certo.  Andar descalça sobre a relva.  O cheiro da terra molhada.  Dream Team Forever Marés vivas num dia de Inverno.  O nascer de um novo dia.   Akele olhar.  Chamusca.  Pego Escuro. Correr na praia e espantar as gaivotas.  Um sussurro k faz bater forte o coração.  O suspiro da minha filha kdo dorme.  A saudade. Gargalhadas.  A gargalhada dela.  Licores.  Avistar Lisboa da Ponte 25 de Abril.  Gelado de Dolce de Leche.  Os ABRAÇOS k transbordam a alma.  O microfone. Quando os meus alunos "Conseguem".  Andar de mão dada. Cócegas.  "AMO-TE".  Petiscadas.  A atracção.  Ilha deserta.  Sentir a minha filha dentro de mim.  Dançar.  Pasteis de Nata.  O carinho de ex-alunos. O silêncio.  O céu estrelado de uma noite quente no Alentejo.  As minis à varanda, a ver o mar. DREAM TEAM FOREVER.  O carinho da família.  Banho de mar "em pêlo".  As bolachas da mana.  A fogueira da Praia Verde.  Ver a minha filha aprender algo novo. Porto Novo.  Rir até chorar. Serra de Sintra.  Os primeiros passinhos.  Ver raios de sol "furarem" o céu nublado.  AMIG@S.  Ouvir o bater do coração.  Olhar nos olhos.  Vimeiro.  Uma massagem.  Cheirinho a casa limpa.  Golo de Portugal. O Guadiana.  Orgasmo.  Ver o pôr-do-sol sabendo k ele nasce noutro sítio ao mesmo tempo.  Amamentar.  O céu azul.  Noite quente à beira Tejo.  Papoilas.  Cheiro a maresia.  Sardinhas assadas.  Alcançar.  O brilho do sol reflectido na água.  Gaivotas.  Fazer amor na praia.  O cheirinho k fica na roupa dela .  Acordar.  Fazer "Koys" enroscadinha a ela debaixo do edredon.  Cataplana de Lagosta.  A minha filha bébé adormecer sobre o meu peito enkto mexia na mha orelha.  Lua Cheia.  Panquecas às 3 da manhã.  O Cristo Rei.  O cheiro da pele depois de fazer amor.  A casca do pessego.  A "minha" estrela.  O toke. Pistacios.  Correr com ela na praia.  As boas conversas.  Girassóis.  Concertos dos Bon Jovi. Chorar até tirar o peso do peito.  Cantar.  Coca-cola.  Rezar.  Guincho. Todas as "Good Nights".  Margarita de morango a meio da tarde na esplanada do Siesta.  Frio na barriga. Orgulho.   Dormir numa cama feita de lavado.  Beijo com língua.  Golo do Benfica.  Uma garrafa de Grandjó geladinha.  A primavera no Alentejo.  Lareira.  Póvoa Dão.  Voar.  A carta certa num jogo de Poker.  Jantar à luz das velas.  Caracóis.  Ganhar no último minuto.  Uma viola, uns acordes e amigos. Beijos no pescoço.  O 1º "Mamã".  Ver a balança a baixar.  Um cigarro ao luar.  Cheirar protector solar no Inverno.  Bolas de sabão. Fazer mergulho.  Trovoada de Verão numa noite à beira mar.  O 1º beijo.  Banho de espuma e pétalas, música certa e luz de velas. Dormir a sesta.  Lisboa à noite vista do ar.  Ramos de rosas.  Ferreira.  O sabor da água salgada na pele.  Ouvi.la cantar a plenos pulmões quando vai à pendura na mota. O vôo da cegonha.  Os jogos em "Miami Beach".  APRENDER.

 

 

 

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