Segunda-feira, 7 de Outubro de 2013

Momentos

Existem figuras públicas (e não públicas) que admiro.

Normalmente quando assim é, tenho o desejo de um dia ter a oportunidade de as conhecer. O sonho vai sempre muito mais além do simples cumprimento, ou da fotografia ou do autógrafo.

São raros os que admiro só pelo talento. Tb existem, mas são uma minoria.

Para EU admirar alguém, essa pessoa tem que ter uma postura forte na vida. Algo que me inspire para além do talento que ela possa ter ou até não ter.

Inspiro-me na garra e na coragem dos outros. Inspiro-me nos ideais. Verdade se diga, que me inspiro também muito nas palavras cantadas.

Há uns anos soube que tinha um amigo comum com a Simone de Oliveira. Desde essa altura que esperava pacientemente e sem quaisquer anseios pela oportunidade de, como nessa altura lhe confessei, ficar sentadinha num canto a ouvi-la falar.

Não sou grande conhecedora da carreira da Simone. Conheço apenas meio punhado de músicas. De certa forma, isso até me fazia sentir comprometida por tal afronta, perante alguém que é sem dúvida uma referência gigante da música e dos palcos portugueses.

Na realidade, a minha admiração pela Simone, passa muito mais pelo que diz fora dos palcos, pela sua atitude perante a vida, pela forma como superou tantas cordilheiras. Admiro-a pelas rugas que tem e assume com tanto orgulho, tornando-a ainda mais linda do que quando as não tinha. Admiro-a pelas emoções fortes que cada uma delas guarda e mostra.

Ontem chegou o dia. Tão serenamente como achei que surgiria.

E ontem, jantei maravilhosamente (acrescente-se) em frente a essa Grande Senhora. E fui ali ficando. Bebendo cada palavra, cada história, cada sorriso que lhe mostrava as rugas. Falei-lhe da minha admiração. Passou o jantar a chamar-me Sra. Professora e isso fez-me sorrir por fora e por dentro.

E já seria tudo tão bom, se tivesse sido "só assim". Mas não foi! 

No restaurante, tocava como música ambiente, o seu último trabalho.

No final do jantar, o nosso amigo comum, aniversariante e dono do restaurante em causa, quis agradecer-nos a presença na sua vida e na partilha de um dia tão especial, aumentando o volume para esta música e, do nada, aquela voz soou ali mesmo na minha frente, estremecendo-me e arrepiando-me. Novamente envergonhada por não conhecer a música. Como era possível? Tão linda a música!! Quase não respirava mas por dentro, no meu peito, havia um fogo de artifício e uma fanfarra e um harlem shake instalados. Suspirei e não demorou muito a que algumas lágrimas caíssem.

A noite continúou naquela mesa de 6. Entre deliciosa comida e ainda mais deliciosa conversa e brindes, lá ía ela cantarolando uma frase do cd, aqui e ali. Perguntei-lhe se, quando cantava da alma, fechava sempre os olhos. Respondeu-me que, se houvesse necessidade de tal, conseguiria mantê-los abertos. Talvez por isso, pouco depois... bom... pouco depois veio isto... olhos nos olhos.

 

 

 

Bebi cada palavra e cada respiração.

E aquela música, aquele poema, tornaram-se meus, naquele instante. Não consegui conter as lágrimas que, escorriam e que não contrariei de forma alguma.

Toda a arrepiada, fiquei ali, olhos nos olhos a ouvir isto e a sentir com tanta força no meu coração que quase explodia.

Quando terminou, o obrigado ficou uma palavra tão miserável para exprimir o meu agradecimento. No entanto, julgo que as minhas lágrimas falaram mais que a minha voz. (Pelo menos assim o espero).

Antes de ir embora e a meu pedido, confesso, ainda cantou a, até ontem, minha preferida dela: "No teu poema", que pedi autorização para gravar e que guardarei como relíquia.

No final, as fotos e o cd autografado da praxe. Mas isso foi o "de menos". O demais foi a memória que espero nunca vir a perder e que, sempre que me recordar me fará, certamente, muito feliz.

Estrunfina às 08:05
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1 comentário:
De Closet a 7 de Outubro de 2013 às 09:31
É maravilhoso sim, demais se imaginarmos o significado de casa frase ... Acabou, mas ficou. E será um reencontro desejado para a eternidade. Para falarem não sei do quê, para mudarem o final da história, para fazerm amor com a alma porque o corpo já não se vê... Brutal


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Aldeia dos Estrunfes

O Divino em MIM

 

A MINHA FILHA.  O calor do sol a keimar o corpo num dia de praia. Um mergulho de mar ao luar.  Os sorrisos.  Morangoska granizada. Akela música, no momento certo.  Andar descalça sobre a relva.  O cheiro da terra molhada.  Dream Team Forever Marés vivas num dia de Inverno.  O nascer de um novo dia.   Akele olhar.  Chamusca.  Pego Escuro. Correr na praia e espantar as gaivotas.  Um sussurro k faz bater forte o coração.  O suspiro da minha filha kdo dorme.  A saudade. Gargalhadas.  A gargalhada dela.  Licores.  Avistar Lisboa da Ponte 25 de Abril.  Gelado de Dolce de Leche.  Os ABRAÇOS k transbordam a alma.  O microfone. Quando os meus alunos "Conseguem".  Andar de mão dada. Cócegas.  "AMO-TE".  Petiscadas.  A atracção.  Ilha deserta.  Sentir a minha filha dentro de mim.  Dançar.  Pasteis de Nata.  O carinho de ex-alunos. O silêncio.  O céu estrelado de uma noite quente no Alentejo.  As minis à varanda, a ver o mar. DREAM TEAM FOREVER.  O carinho da família.  Banho de mar "em pêlo".  As bolachas da mana.  A fogueira da Praia Verde.  Ver a minha filha aprender algo novo. Porto Novo.  Rir até chorar. Serra de Sintra.  Os primeiros passinhos.  Ver raios de sol "furarem" o céu nublado.  AMIG@S.  Ouvir o bater do coração.  Olhar nos olhos.  Vimeiro.  Uma massagem.  Cheirinho a casa limpa.  Golo de Portugal. O Guadiana.  Orgasmo.  Ver o pôr-do-sol sabendo k ele nasce noutro sítio ao mesmo tempo.  Amamentar.  O céu azul.  Noite quente à beira Tejo.  Papoilas.  Cheiro a maresia.  Sardinhas assadas.  Alcançar.  O brilho do sol reflectido na água.  Gaivotas.  Fazer amor na praia.  O cheirinho k fica na roupa dela .  Acordar.  Fazer "Koys" enroscadinha a ela debaixo do edredon.  Cataplana de Lagosta.  A minha filha bébé adormecer sobre o meu peito enkto mexia na mha orelha.  Lua Cheia.  Panquecas às 3 da manhã.  O Cristo Rei.  O cheiro da pele depois de fazer amor.  A casca do pessego.  A "minha" estrela.  O toke. Pistacios.  Correr com ela na praia.  As boas conversas.  Girassóis.  Concertos dos Bon Jovi. Chorar até tirar o peso do peito.  Cantar.  Coca-cola.  Rezar.  Guincho. Todas as "Good Nights".  Margarita de morango a meio da tarde na esplanada do Siesta.  Frio na barriga. Orgulho.   Dormir numa cama feita de lavado.  Beijo com língua.  Golo do Benfica.  Uma garrafa de Grandjó geladinha.  A primavera no Alentejo.  Lareira.  Póvoa Dão.  Voar.  A carta certa num jogo de Poker.  Jantar à luz das velas.  Caracóis.  Ganhar no último minuto.  Uma viola, uns acordes e amigos. Beijos no pescoço.  O 1º "Mamã".  Ver a balança a baixar.  Um cigarro ao luar.  Cheirar protector solar no Inverno.  Bolas de sabão. Fazer mergulho.  Trovoada de Verão numa noite à beira mar.  O 1º beijo.  Banho de espuma e pétalas, música certa e luz de velas. Dormir a sesta.  Lisboa à noite vista do ar.  Ramos de rosas.  Ferreira.  O sabor da água salgada na pele.  Ouvi.la cantar a plenos pulmões quando vai à pendura na mota. O vôo da cegonha.  Os jogos em "Miami Beach".  APRENDER.

 

 

 

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