Domingo, 20 de Maio de 2012

Os Trabalhos de Casa

Drama!!!

Drama para ela e drama para mim.

Tenho-me apercebido (e mesmo a professora dela já em disse declaradamente) que o comportamento dela quando sózinha com pai ou comigo é completamente diferente. Ela sempre foi uma menina do papá e eu sempre fui muito mais disciplinadora e, basicamente, a má da fita.

Quando me passo, passo-me à séria e n há cá olhinhos de bambi que me demovam quando o objetivo final é de uma importância maior.

Caso disso é a formação académica dela. Ponto de honra para mim. Sei k p o pai tb é, claro, mas temos, visivelmente, perspectivas diferentes de como lá chegar.

Hoje em dia olho para trás e, começo a achar que sou um caso raro.

Os meus pais sempre me incutiram a importância de estudar e aprender para ser alguém, para chegar mais longe, para, pelo menos, me sustentar e pagar as minhas contas. No entanto, a única motivação altamente pedagógica k me deram foi livrar-me de uns bons tareiões caso tivesse maus resultados. O benefício da dúvida foi-me sempre dado até ao final do ano mas, desse por onde desse eu tinha que "passar de ano" pk essa era a mha obrigação e ponto final. E sempre a cumpri. Nunca reprovei um único ano. Até aqui, nada de especial. 

A especialidade da coisa começa aqui, embora eu só comece a achar que é especialidade, agora que vejo os meus alunos e a minha filha.

Não tenho qualquer memória de alguma vez em tempo algum ter tido ajuda fosse no que fosse em termos académicos. Os meus pais têm apenas a 4ª classe e, rapidamente, ganharam todos os argumentos possíveis e imaginários para não me poderem ajudar nas tarefas académicas.

Quando entrei para a faculdade (privada) a forma que os meus pais tiveram de me motivar foi: Estás à vontade. Se deixares cadeiras por fazer és tu que pagas os exames e a mensalidade do teu bolso.

Et voila, foi tudo o que precisei de ouvir na altura. Aluna mediana até então, acabei o curso com uma das melhores médias desse ano e fui apenas 1 vez a oral com 8 a Teoria e Metodologia do treino (o cadeirão do curso).

Anyway, isto tudo, não para me gabar seja lá do que for pk o k fiz, fi-lo em proveito próprio e permite-me hoje, sustentar-me e sustentar a minha filha sem para isso depender seja de quem for. Escrevo isto porque começo a questionar-me sobre esta coisa agora das psico-pedagogias e dos traumas infantis e merdas do género.

Eu trazia 2 toneladas e meia de trabalhos de casa para fazer. Fazia-os sózinha, levava-os para a escola para serem corrigidos, se tivessem errados levava umas boas reguadas nas mãos e aprendia a lição.

A minha filha traz TPCs, 2 vezes por semana (à 4ª feira e à sexta), raras são as vezes em que não precisa de acompanhamento e usar a cabeça para conclusões lógicas parece muitas vezes mais difícil que uma escalada do Evareste.

Confesso que a minha paciência é demasiado limitada mas quando comparo com aquilo que passei, tenho que reconhecer que ela é uma previligiada.

Outra preocupação minha é, sei que nesta coisa de progenitores a disciplinadora sou eu mas começo a ficar receosa pk já percebi em várias circunstâncias que o pai encara tudo com pouca relevância ou, pelo menos, uma importância relativamente menos significativa, quando comparada com a minha.

Na reunião da Páscoa, apesar de ter bons resultados, os testes revelavam inúmeros erros por falta de atenção. Para mim esses são os piores porque, errar por não perceber ou compreender uma matéria eu entendo mais rapidamente que dar um erro ortográfico no próprio nome dela pk está com a cabeça completamente no ar. O pai, normalmente sempre presente nas reuniões da escola não conseguiu chegar a tempo e kdo saí de lá fui até ao carro a descascar-lhe a cabeça. Entretanto chega o pai, ponho-o ao corrente (enquanto ainda estou de cabelos em pé com ela) e a reação foi um benevolente: Ohh filhaaaa, então???? Assim não pode ser.

Epahh ok, no problem eu faço esse papel na boa. Se é o k é preciso para a colocar em bikinhos dos pés e esforçar-se mais para melhorar a prestação, venha de lá o papel de má. O mesmo se passou quando a apanhei a fazer trabalhos de casa de matemática com a máquina de calcular. O pai ligou mesmo a meio da rabecada que eu lhe dava e quando lhe disse pk é k ela estava com a voz toda atramoxada ele exclamou-lhe: Ohh filhaaaa, então???? Assim não pode ser. 

 

A minha real preocupação agora, e o motivo que me levou hoje a escrever este post é que, ela normalmente faz muito mais trabalhos em casa do pai do que em minha casa. E cada vez que os faz comigo eu fico incrédula com as dificuldades de raciocínio. Não é o chegar ou não ao resultado desejado é mm a dificuldade em colocar o cérebro a trabalhar. Parece que está à espera que eu lhe diga a resposta para ela escrever.

Isto levanta-me questões fundamentais no que toca à formação dela. É certo que está apenas no 2º ano, é certo que é pequenina, é certo que ela até consegue atingir os objetivos com sucesso mas, é perceber que está áquem das suas capacidades. É perceber que ela pode muito mais do que faz e sentir que, talvez do outro lado, não haja a mesma preocupação / empenho em que ela se esforce mais, lute mais, trabalhe mais.

Talvez a minha profissão me faça ver as coisas de maneira mais esclarecida. O importante n é apenas que ela saiba dividir os 23 coelhos por 3 para saber quantas tocas vai precisar a Ana. O que realmente importa ali é, efetivamente, que ela chegue sózinha à operação que lhe dará o resultado.

Mas no meio disto, fica a tal linha muito ténue que existe entre os pais divorciados. Porque se vou dizer alguma coisa ele pode achar que estou a contestar a sua capacidade de algum modo e ninguém gosta. Mas se não digo nada estou a deixar passar uam coisa que é importante e tem consequências relevantes e significativas.

 

DRAMA! DRAMA! DRAMA!!!!

 

 

Estrunfina às 19:14
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3 comentários:
De a ana do 2º esquerdo a 22 de Maio de 2012 às 09:15
culpa a professora...!
lol
não é como a sopa na escola? na pré comem sozinhos, em casa, a mãe tem de dar à boca.

acho que é um misto de tudo. eu como observadora, acho que os pais substituem os filhos. no outro dia saí com uma amiga que tem uma filha no 2 ano do ciclo e ela perguntou o significado de x palavra. básica. e a mãe prontamente apressou-se a ir explicar. consegui parar a mãe e perguntei à miúda o que ela achava que queria dizer, e ela 3s lá disse.... ou seja, era mais rápido perguntar!!!!!!


De Estrunfina a 22 de Maio de 2012 às 10:08
Mas o buzilis aqui é que quem se apressa é o pai cuja cota de responsabilidade é de 50% tal "comámim"
Faço o kê óh great one??


De a ana do 2º esquerdo a 28 de Maio de 2012 às 16:21
isso daqui a uns anos passa...3 ou 4 ..... lololololl agora a sério, quando o pai começar a pensar que a filha precisa das notas da escola....


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Aldeia dos Estrunfes

O Divino em MIM

 

A MINHA FILHA.  O calor do sol a keimar o corpo num dia de praia. Um mergulho de mar ao luar.  Os sorrisos.  Morangoska granizada. Akela música, no momento certo.  Andar descalça sobre a relva.  O cheiro da terra molhada.  Dream Team Forever Marés vivas num dia de Inverno.  O nascer de um novo dia.   Akele olhar.  Chamusca.  Pego Escuro. Correr na praia e espantar as gaivotas.  Um sussurro k faz bater forte o coração.  O suspiro da minha filha kdo dorme.  A saudade. Gargalhadas.  A gargalhada dela.  Licores.  Avistar Lisboa da Ponte 25 de Abril.  Gelado de Dolce de Leche.  Os ABRAÇOS k transbordam a alma.  O microfone. Quando os meus alunos "Conseguem".  Andar de mão dada. Cócegas.  "AMO-TE".  Petiscadas.  A atracção.  Ilha deserta.  Sentir a minha filha dentro de mim.  Dançar.  Pasteis de Nata.  O carinho de ex-alunos. O silêncio.  O céu estrelado de uma noite quente no Alentejo.  As minis à varanda, a ver o mar. DREAM TEAM FOREVER.  O carinho da família.  Banho de mar "em pêlo".  As bolachas da mana.  A fogueira da Praia Verde.  Ver a minha filha aprender algo novo. Porto Novo.  Rir até chorar. Serra de Sintra.  Os primeiros passinhos.  Ver raios de sol "furarem" o céu nublado.  AMIG@S.  Ouvir o bater do coração.  Olhar nos olhos.  Vimeiro.  Uma massagem.  Cheirinho a casa limpa.  Golo de Portugal. O Guadiana.  Orgasmo.  Ver o pôr-do-sol sabendo k ele nasce noutro sítio ao mesmo tempo.  Amamentar.  O céu azul.  Noite quente à beira Tejo.  Papoilas.  Cheiro a maresia.  Sardinhas assadas.  Alcançar.  O brilho do sol reflectido na água.  Gaivotas.  Fazer amor na praia.  O cheirinho k fica na roupa dela .  Acordar.  Fazer "Koys" enroscadinha a ela debaixo do edredon.  Cataplana de Lagosta.  A minha filha bébé adormecer sobre o meu peito enkto mexia na mha orelha.  Lua Cheia.  Panquecas às 3 da manhã.  O Cristo Rei.  O cheiro da pele depois de fazer amor.  A casca do pessego.  A "minha" estrela.  O toke. Pistacios.  Correr com ela na praia.  As boas conversas.  Girassóis.  Concertos dos Bon Jovi. Chorar até tirar o peso do peito.  Cantar.  Coca-cola.  Rezar.  Guincho. Todas as "Good Nights".  Margarita de morango a meio da tarde na esplanada do Siesta.  Frio na barriga. Orgulho.   Dormir numa cama feita de lavado.  Beijo com língua.  Golo do Benfica.  Uma garrafa de Grandjó geladinha.  A primavera no Alentejo.  Lareira.  Póvoa Dão.  Voar.  A carta certa num jogo de Poker.  Jantar à luz das velas.  Caracóis.  Ganhar no último minuto.  Uma viola, uns acordes e amigos. Beijos no pescoço.  O 1º "Mamã".  Ver a balança a baixar.  Um cigarro ao luar.  Cheirar protector solar no Inverno.  Bolas de sabão. Fazer mergulho.  Trovoada de Verão numa noite à beira mar.  O 1º beijo.  Banho de espuma e pétalas, música certa e luz de velas. Dormir a sesta.  Lisboa à noite vista do ar.  Ramos de rosas.  Ferreira.  O sabor da água salgada na pele.  Ouvi.la cantar a plenos pulmões quando vai à pendura na mota. O vôo da cegonha.  Os jogos em "Miami Beach".  APRENDER.

 

 

 

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