Sábado, 14 de Abril de 2012

O que faz falta é animar a malta!

É sempre uma aventura recorrer ao serviço nacional de saúde.

Como já havia mencionado, depois de 3 dias com fortes dores de cabeça decidi ir ao centro de saúde.

3 dias de sofrimento com dores fortes, nauseantes e incapacitantes... não se pode dizer que seja uma mesquinhice mas o médico de família encaminhou-me para o Hospital ou que voltasse pelas 17h para uma consulta de urgência.

Foi o que fiz mas, pk já andava há 1 semana a tomar brufen diariamente, decidi que não tomaria mais e por isso, vá de aguentar a dor a seco, o dia todo.

A maior parte do dia, de cabeça tapada e com a tv no mínimo só para sentir "companhia". Posso assegurar que foi um divertimento de dia, como se pode calcular.

Um pouco antes das 17h lá fui eu. Já meio desesperada e com vontade de atirar a cabeça com muita força contra uma parede a ver se parava de vez com as dores.

Tiro senha, aguardo e passado uns 15 minutos naquela sala mega iluminada em que cada lampada incandescente parece uma bala que me entra pelos olhos dentros, sou atendida. Tudo para me dizerem que estas consultas são apenas para pessoas que não têm médico de família e que por isso precisam da autorização da médica de serviço. Só depois poderão aceitar a minha inscrição. Aguardo.

10, 20, 30m... dirijo-me ao balcão: "A Dra ainda não chegou" é a resposta que me vão dando. E isto dura mais de 1 hora. A Dra chega às 18:15h. 1 hora e 15 minutos depois da hora que é suposto. Eu não sei como é com as outras pessoas mas eu já teria 2 faltas e, assim que atingisse a 4ª, descontavam-me um dia de trabalho.

Nesta altura, as náuseas já são imensas e cada vez que o quadro de atribuição de senhas dispara a campainha ou o altifalante com as chamadas para a sala de tratamentos se faz soar, eu tenho vontade de cortar os pulsos com uma faca de serrilha ferrugenta.

A chegada dela deu-me esperança mas, foi só ao fim de uns 15 minutos que a voz da drª se fez soar no filho da puta do estridente altifalante. E foi para chamar outra gaja que já tinha consulta marcada com ela (provavelmente para pedir uma receita de supositórios ou coisa que o valha pk cara de doente urgente ela não tinha) mas vá, já faltava pouco. Mais 15 minutos a senhora estava cá fora e eu preparava-me para finalmente ser atendida.

Já me contorcia de dores para todo o lado. Nada acontecia. Tinha deixado para trás o meu ar macilento e começava a ficar muito parecida com o Hulk mas versão Benfica, vermelha de raiva. Às 19h, 2 horas depois de ali ter chegado, levanto-me de rompante, dirijo-me ao balcão e já nem quis ouvir a senhora quando ela me disse que já tinha avisado a drª que eu continuava à espera.

 

Disse tudo como os malucos: Que era uma vergonha. Que o país estava como estava por coisas como esta. 1 hora de ataso e 1 hora para ver 1 utente. Que era inadmissível. Que queria o livro de reclamações. 

Lá se foram justificando com uma anomalia e um imprevisto e mais não sei o quê. 

Não sei se por obra divina ou se por obra minha, soa o meu nome no altifalante e saio de rompante em busca de algo que me aliviasse o desespero o mais breve possível.

Fui espetacularmente atendida. Fui levada para a sala de tratamentos onde me colocaram a oxigénio, desligaram as luzes e baixaram os estores quando perceberam que estava com enxaquecas, deram-me compressas frias para colocar na testa e fecharam tudo para que conseguisse relaxar um pouco. Como o oxigénio não fez efeito, deram-me uma injeção cuja picada nem senti (talvez o dor de cabeça deixasse o resto do corpo dormente) e fizeram-me deitar, só me deixando sair quando já não tinha dor.

Ora, não sei se este atendimento teve a ver com o meu desabafo ou não mas que fui bem atendida, FUI. Que me tiraram as dores, tiraram. Que saí de lá uma gaja nova, saí.

Para alguém que como eu, era do tempo em que médicos e enfermeiros podiam ser umas autênticas bestas e falar como lhes aprouvesse com os utentes e chegar à hora que bem entendiam que ninguém abria a boca com medo de represálias, o direito, o dever e a capacidade de falar quando as coisas não estão bem nos serviços públicos é imprescindível.

Eu desconto, e não é pouco, para usufruir dos serviços públicos. Não me posso resignar constantemente à mediocridade e tenho que exigir mais e melhor, da mesma forma que me exigem a mim enquanto prestadora de serviço público.

Estrunfina às 09:47
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Aldeia dos Estrunfes

O Divino em MIM

 

A MINHA FILHA.  O calor do sol a keimar o corpo num dia de praia. Um mergulho de mar ao luar.  Os sorrisos.  Morangoska granizada. Akela música, no momento certo.  Andar descalça sobre a relva.  O cheiro da terra molhada.  Dream Team Forever Marés vivas num dia de Inverno.  O nascer de um novo dia.   Akele olhar.  Chamusca.  Pego Escuro. Correr na praia e espantar as gaivotas.  Um sussurro k faz bater forte o coração.  O suspiro da minha filha kdo dorme.  A saudade. Gargalhadas.  A gargalhada dela.  Licores.  Avistar Lisboa da Ponte 25 de Abril.  Gelado de Dolce de Leche.  Os ABRAÇOS k transbordam a alma.  O microfone. Quando os meus alunos "Conseguem".  Andar de mão dada. Cócegas.  "AMO-TE".  Petiscadas.  A atracção.  Ilha deserta.  Sentir a minha filha dentro de mim.  Dançar.  Pasteis de Nata.  O carinho de ex-alunos. O silêncio.  O céu estrelado de uma noite quente no Alentejo.  As minis à varanda, a ver o mar. DREAM TEAM FOREVER.  O carinho da família.  Banho de mar "em pêlo".  As bolachas da mana.  A fogueira da Praia Verde.  Ver a minha filha aprender algo novo. Porto Novo.  Rir até chorar. Serra de Sintra.  Os primeiros passinhos.  Ver raios de sol "furarem" o céu nublado.  AMIG@S.  Ouvir o bater do coração.  Olhar nos olhos.  Vimeiro.  Uma massagem.  Cheirinho a casa limpa.  Golo de Portugal. O Guadiana.  Orgasmo.  Ver o pôr-do-sol sabendo k ele nasce noutro sítio ao mesmo tempo.  Amamentar.  O céu azul.  Noite quente à beira Tejo.  Papoilas.  Cheiro a maresia.  Sardinhas assadas.  Alcançar.  O brilho do sol reflectido na água.  Gaivotas.  Fazer amor na praia.  O cheirinho k fica na roupa dela .  Acordar.  Fazer "Koys" enroscadinha a ela debaixo do edredon.  Cataplana de Lagosta.  A minha filha bébé adormecer sobre o meu peito enkto mexia na mha orelha.  Lua Cheia.  Panquecas às 3 da manhã.  O Cristo Rei.  O cheiro da pele depois de fazer amor.  A casca do pessego.  A "minha" estrela.  O toke. Pistacios.  Correr com ela na praia.  As boas conversas.  Girassóis.  Concertos dos Bon Jovi. Chorar até tirar o peso do peito.  Cantar.  Coca-cola.  Rezar.  Guincho. Todas as "Good Nights".  Margarita de morango a meio da tarde na esplanada do Siesta.  Frio na barriga. Orgulho.   Dormir numa cama feita de lavado.  Beijo com língua.  Golo do Benfica.  Uma garrafa de Grandjó geladinha.  A primavera no Alentejo.  Lareira.  Póvoa Dão.  Voar.  A carta certa num jogo de Poker.  Jantar à luz das velas.  Caracóis.  Ganhar no último minuto.  Uma viola, uns acordes e amigos. Beijos no pescoço.  O 1º "Mamã".  Ver a balança a baixar.  Um cigarro ao luar.  Cheirar protector solar no Inverno.  Bolas de sabão. Fazer mergulho.  Trovoada de Verão numa noite à beira mar.  O 1º beijo.  Banho de espuma e pétalas, música certa e luz de velas. Dormir a sesta.  Lisboa à noite vista do ar.  Ramos de rosas.  Ferreira.  O sabor da água salgada na pele.  Ouvi.la cantar a plenos pulmões quando vai à pendura na mota. O vôo da cegonha.  Os jogos em "Miami Beach".  APRENDER.

 

 

 

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